Construído no início do século 20, o Memorial Gravatá preserva a herança histórica da cidade em fatos políticos, culturais e religiosos. O local, que já foi a antiga cadeia pública, hoje abriga diversas peças que retratam momentos importantes do município. Artigos doados por famílias tradicionais que ajudaram a preservar o que o tempo não polpa. Atualmente, o Memorial Gravatá é um espaço que recebe estudantes, historiadores e turistas que vêem conhecer o passado da cidade e buscar informações nos livros da biblioteca pública instalada no local.
Na época em que o prédio abrigava a antiga Cadeia Pública, início do século XX, um fato trágico tornou-se um marco na história. O Tenente Cleto Campelo foi assassinado em 1926 na calçada do casario e tal acontecimento fez do memorial um símbolo na história brasileira. Hoje, esses e outros acontecimentos estão detalhados em fotos, documentos e utilitários preservados com zelo e respeito ao povo de Gravatá. No salão de entrada o atrativo principal é a galeria dos ex-prefeitos eleitos. Retratos pintados com os rostos daqueles que governaram a cidade, desde Antônio Avelino do Rego Barros primeiro prefeito em 1902 até Joaquim Neto em 2008.
As galerias se dividem em política, cultura e religião. Cada uma com sua importância no tempo. O Diretor do memorial, o artista plástico João Gabú, explica que as peças mais antigas do local chamam atenção pelo estado de preservação. “Temos livros de registros de batismo doados pela Matriz de Sant’Ana que datam de 1873, relíquias de nossa cidade”, disse.
Artistas musicais, poetas, escritores e atores estão imortalizados nos objetos expostos. São discos, livros e fotografias que falam da cultura gravataense. O primeiro jornal, a Gazeta de Gravatá, datada de 1929 está preservado como se tivesse sido impresso recentemente. Uma prova do zelo e cuidado com os artigos do memorial. Hoje, o prédio está restaurado e a iluminação da fachada destaca sua arquitetura inspirada no estilo suíço. Segundo João Gabú, em média sete mil pessoas visitam anualmente o espaço e a biblioteca registra aproximadamente 600 pessoas por mês. O Memorial Gravatá está aberto de domingo a domingo e a entrada é gratuita.
Horários para visitação:
Memorial Gravatá Diariamente das 8h às 17h.


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